TOKUSATSU – A invasão japonesa

Ninjas, robôs, magias e lutas coreografadas marcaram a década de 90 e invadiram a minha infância através das TVs de tubo.

TOKUSATSU, esse é o nome usado para as filmes e series japonesas em live-action com super-heróis. Um gênero que se tornou popular no Brasil com o clássico National Kid, em 1964, mas teve seu ápice na TV brasileira no final da década de 80 e inicio da década de 90.

 

 

E foi no início dos anos 90, na minha infância, que conheci grandes clássicos do gênero como Jiban, Jaspion, Flashman, Cybercops, Black Kamen Raider e o icônico Ninja Jiraya ( só para citar alguns exemplos). Essas séries se tornaram uma grande referência na cultura pop, assim como meu primeiro contato com a cultura japonesa, que me influencia até hoje. Eu passava horas acompanhando suas histórias e as músicas das aberturas eram a trilha sonora da minha infância.

A invasão Tokusatsu marcou muitas crianças que, assim como eu, passavam suas tardes com esquadrões da justiça e heróis que lutam pelo bem e pela verdade com direito a uniformes, pirotecnia, artes marciais e robôs gingantes. Tudo isso compondo muitas lembranças e uma nostalgia boa.

Dan Martini - Jiraya
Assim é Ninja Jiraya…

Esse post pertence a editoria Revista as Trilhas. Clique e conheça outras trilhas no blog.

Boas maneiras artificial

Há mais de 40 anos foi definido o conceito de inteligência artificial como:  “a conjectura de que todos os aspectos do aprendizado e outras características da inteligência podem em princípio ser precisamente descritas de modo que uma máquina seja capaz de simulá-las”.

Antes disso, o escritor de ficção científica Isaac Asimov havia criado suas 3 leis da robótica dizendo que “Um Robô…

… não pode ferir um ser humano”

…. deve obedecer às ordens que lhe sejam dadas por seres humanos”, exceto se houver conflito com a primeira lei

….deve proteger sua própria existência desde que tal proteção não entre em conflito com a primeira ou segunda lei”.

Naqueles tempos, a ideia de automação ainda era uma ficção.

Para hoje, criar princípios éticos para automação é uma urgância, dado que os carros, já já, serão dominantes nas ruas.

Na Alemanha, em junho, o Ministério do Transporte e da Infraestrutura Digital publicou os princípios básicos que deverão ser aplicados por esses novos carros com motoristas artificiais  – uma vez que esses robôs precisarão tomar decisões “éticas” que terão impacto na vida e na integridade física de seres humanos.

Dessa forma, o documento alemão traz 20 princípios que deverão ser respeitados pelos carros autônomos, vejamos alguns deles:

“o propósito das modalidades autônomas de transporte é melhorar a segurança” e que “a proteção de indivíduos tem precedência sobre qualquer outra consideração utilitária”

“os sistemas devem ser programados para aceitar danos a animais ou a propriedades se isso significar a segurança de pessoas”.

“é estritamente proibido fazer distinções com base em características pessoais (idade, gênero, estado mental etc.)” sobre quem será atingido.

É também proibido por considerações utilitárias “sacrificar qualquer pessoa não envolvida na geração dos riscos de mobilidade”.

Em outras palavras, vamos precisar ensinar às máquinas coisas que nós, humanos, nem sequer sabemos enunciar precisamente, como moralidade e bom senso.

Eis então as boas-vindas à ”ética artificial”.

JAKE WEIDMANN – MASTER PENMAN

Através de anos de prática intensa, e indo contra a digitalização do mundo, Jake Weidmann se tornou um dos mestres da caligrafia e o mais jovem em três gerações.

“In my calligraphy artwork, I’m trying to preserve the past and forge the future”

Misturando sua caligrafia e artes visuais, seu trabalho funde as letras com desenhos ricos em detalhes dando uma profundidade particular as suas obras. A sua caligrafia composta junto ao seus desenhos, da uma nova fluidez aos textos e poemas retratados nas obras.

A UPROXX , em seu projeto HUMAN, entrevistou Jake Weidmann sobre suas inspirações, processos e o seu comprometimento em manter sua forma de arte viva. Confira abaixo:

O Cristianity Today também nos mostra em sua entrevista mais sobre as inspirações de Jake Wiedmann e acompanha sua arte sendo construída, com rascunhos em grafite, traços da sua caneta de pena em close, pinceladas de tinta e o resultado final. Confira abaixo:

Para ser considerado um mestre da caligrafia Jake Weidmann teve que passar pelo ultimo teste, construir seu próprio certificado de mestre e com essa obra ser reconhecido pelos outros mestres como um igual. Este é o certificado de Jake:

jake_certificate.jpg

Se você gostou dos trabalhos de Jake vale conferir seu site , seu Youtube, mas com certeza o seu Pinterest e seu Instagram, com uma maior variedade de trabalhos. Vou aproveitar também para deixar o vídeo da sua palestra no TEDx Talks sobre a importância de escrever:

Em meio a era digital Jake Wiedmann usa sua caligrafia para lembra-nos da importância que uma simples caneta pode ter para a arte e para a sociedade e como preservar o passado e forjar o futuro.

craftmanship.jpg


Gostou desse post? Conheça mais da editoria MOLDURA.

Soul Shine*

Sonoridades e arranjos harmônicos.

Harpa, teclados, flauta, vozes etéreas produzidos com texturas eletrônicas e sons sintetizados.

Desperta sentimentos de paz e estados de espírito tranquilos. Faz a alma brilhar.

Procuro achar novos músicos desse estilo, mas difícil de encontrar.

Na época de lojas físicas, a seção NewAge era sempre uma espremidinha no canto do balcão de LP’s.

Então fiquemos com nossos poucos e bons, e em paz.

Bliss!

 

 

 

 

 

 

 

LAPSO, SLOW MO & OS DETALHES

 

JÁ TEVE AQUELA SENSAÇÃO IMBECIL, DE QUANDO VOCÊ ESTÁ PROCURANDO ALGO, OLHA NOS LUGARES MAIS IMPROVÁVEIS, NÃO ENCONTRA, MAS QUANDO PERCEBE ESTAVA NA SUA FRENTE E VOCÊ NÃO VIU?

Pois é, eu tenho exatamente a mesma sensação, em relação as imagens que eu vejo captadas por essas novas câmeras super high tech. As imagens estavam na nossa frente a anos, mas não víamos.

A discussão de qual a máxima frequência que o olho humano capta é técnica e complicada. O princípio é simples, quanto mais imagens são captadas em um menor espaço de tempo, maior será a perfeição do slow motion. Quanto maior for o espaço das imagens captadas, maior será o efeito no time lapse. A ilustração abaixo ajuda a explicar. FPS é a sigla para Frames per Second, ou Quadros por Segundo.

fpsillustration

A discussão de frequência vai bem além disso, mas para leigos como nós é desnecessária. O legal é assistir as coisas e curtir as imagens. Os detalhes do super slow, principalmente nos esportes, são muito bacanas!

A captações em primeira pessoa, também deram outro ponto de vista.

Drew Geraci é um dos grandes fotógrafos, especializados em distorcer o tempo através das câmeras. Antes de abrir a Distric7, ele foi fotógrafos da marinha americana por quase uma década e fez diversos cursos de fotografia e motion na academia militar de Syracuse. Um mestre em praticamente todas as técnicas de motion mídia. É dele inclusive a abertura do House Of Cards.

Abaixo um time lapse feito em Nova York. Foram mais de 50.000 fotos ao longo de 6 meses.

 

memorabilia

Fazendo jus ao nome desta editoria, este revisite a trilha rememora lembranças de filmes, séries e até mesmo novelas de minha  infância e pré-adolescência. Difícil é mensurar com exatidão os anos de tais lembranças , haja vista que agora elas não mais se apresentam ordenados com linearidade. A certeza é que entre as tardes em frente a tv, o radio fm e a rua, músicas e trilhas sonoras sempre tiveram um papel determinante na forma como eu encarava a complexidade do mundo ao meu redor e principalmente me ajudaram na construção de um persona social.

Ps:. Utilizei uma das palavras em latim que mais me agradam em sonoridade e significado.

memorabilĭa/

substantivo masculino plural

  1. fatos ou coisas dignos de memória.
  2. fatos ou coisas que suscitam memórias, lembranças.

 

“Os nascidos hoje nunca vão dirigir um carro.”

Li essa frase outro dia e pensei no meu sobrinho – recém-feito 1 ano: “Nossa! Será?”

E os 18 anos da CNH?  A tão esperada carta de motorista, o tão sonhado direito de dirigir.

O ir buscar a namorada ou namorado, o abrir da porta do carro, o conduzir?

A satisfação do carro lavadinho. Às vezes, o cheiro do carro novo.

Será que os robôs é que estarão no comando disso tudo?

Segundo as companhias automotivas, sim!

Daimler, GM, FORD dizem que os carros autônomos estão a 10, 15 anos de chegar ao mercado. Mas não é por uma questão de fazer as pessoas pararem de dirigir porque não gostem, e sim, para poderem aproveitar mais o tempo em trânsito, dentre tantos outros benefícios de efetividade e segurança para o trânsito em si.

E mais, dizem eles também que, o conceito de sermos “dono” de um carro deve desaparecer em 20 anos.

Nós não teremos mais carros.

Ao saírmos de um, vamos dizer : “Me busque às 4 horas da tarde”.

De, novo: Será?

 

 

 

Tokio!

Michel Gondry (Interior Design), Leos Carax (Merde) e Joon Ho Bong (Shaking Tokyo) apresentam neste longa (que na verdade é a soma de 3 curtas,) narrativas e experimentações cinematográficas que tem como pano de fundo a cidade de Tokyo.

Um bom filme para apreciar visões surrealistas de distintos diretores, explorando um único tema com ritmos e ângulos diferentes.

As Notas de Tom Jobim

Tom Jobim é um dos melhores compositores que já conheci, não só pelos grandes clássicos regravados centenas de vezes, mas por suas composições instrumentais que mostram sua capacidade e talento.

Particularmente gosto das músicas e versões instrumentais que Tom Jobim fazia. Sua habilidade para composição fez com que o Brasil crescesse no mundo do jazz e a bossa nova ganhasse novas fronteiras. Usando apenas as notas é possível interpretar a música de forma intuitiva.

Fiz uma coletânea de algumas dessas músicas para mostrar esse lado de Tom Jobim que não está tão presente nas rádios. A playlist contém clássicos da carreira como Samba de uma Nota Só, Desafinado, Insensatez, composições orquestradas e o meu álbum favorito, Stone Flower, quase na íntegra.

E a playlist não é só para conhecer esse lado de Tom Jobim, mas também para acompanhar nas horas em que preciso me inspirar, concentrar ou relaxar. Para colocar o headphone e deixar de lado a correria e poluição sonora. Acompanha muito bem nas horas de focar no trabalho, nas caminhadas pela cidade e no som do carro para encarar o trânsito de São Paulo.

 

Uma nota só era o que Tom Jobim precisava para escrever uma grande música. Essa seleção mostra um pouco quem era o compositor, maestro, pianista, arranjador e violonista que marcou a cultura brasileira e a música do mundo. Espero que gostem e curtam a playlist.


Aproveite também e conheça mais sobre as outras playlists da Frequência Radio e siga-nos no Spotify.

“Querida, encolhi as crianças”

Me lembro quando lançaram o filme.

Era uma visão/perspectiva que queria ter e sentir. Coisa bem de crianças mesmo.

Ficava imaginando: como será o mundo nas perspectiva das formigas? e na dos pássaros? e na dos cachorros?

Vem a tecnologia e filma novas perspectivas, curiosos pontos de vistas.

A GOPRO amarrada a uma coleira de cachorro nos dá uma bela diversão – Galopante pelos parques, xeretando pelos cantos, o ponto de vista dos “catioros” pode ser assim – bem simulado.

E, com os DRONES, pudemos então viver como pássaros.

Acho simplesmente apaixonante as imagens que conseguimos por esses aparelhos.

Descobri um fotógrafo grego que brinca bem com drones e praias, fora seus outros cliques e filminhos bem interessantes @spathumpa

E recentemente, vi que existe um prêmio feito pela National Geographic + Dronestagram para melhores fotos feitas pelo APP.

shutterstock_446653810http://www.nationalgeographic.com/photography/proof/2017/07/drone-photography-contest/

Vale a viagem.

;o)