EU FUI

GUERRA DO GOLFO, QUEDA DA UNIÃO SOVIÉTICA, ÚLTIMO TÍTULO DO SENNA, MAGIC JOHNSON COM H.I.V. E OUTROS EPISÓDIOS MARCARAM O ANO DE 1991.

Em 91 foi também o ano da 2ª edição do Rock In Rio. Eu tinha 15 anos de idade, quando aconteceu em Janeiro. Pela primeira vez na vida, um amigo e eu faríamos uma viagem sozinhos. Ficaríamos 10 dias no Rio de Janeiro no apartamento que o pai dele tinha no Leblon. Já éramos fãs de música e queríamos ir ao nosso primeiro grande festival.

Nos programamos para ir em 4 dos 9 dias: sábado, domingo, segunda e o outro sábado. Um total de 23 show, entre eles: INXS, Billy Idol, Santana, Guns n’ Roses, Titãs, Run DMC, A-HA e Capital Inicial.

Fazendo uma rápida pesquisa para esse post me lembrei de algumas coisas marcantes daquela edição. A banda inglesa Happy Mondays, meio desconhecida por aqui na época, entrou completamente chapada no palco. Em Kinky Afro, o percussionista das maracas, parecia ser um personagem de desenho animado, tamanho o transe de ácido que deveria estar curtindo.

Outra coisa marcante também, foi a chuva de lata de cerveja que o Lobão tomou. Foram tantas que ele foi embora na segunda música.

Todos os show foram inesquecíveis, para quem tiver curiosidade tem vários trechos no Youtube. Um dos que eu mais gostei foi o do Titãs, que inclusive aparece várias vezes nos filme deles “A vida até parece uma festa”. Eu me arriscaria a dizer que essa apresentação talvez tenha sido o primeiro, de vários, ponto alto da banda. Eu estava lá atrás na pista e via o Maracanã inteiro pulando.

CARTAZ TITAS

Eu não poderia terminar esse post, sem deixar uma lista no Spotify sobre o que vi e ouvi.

Em Setembro tem mais, infelizmente por causa de outras prioridades não poderei ir, mas recomendo aos jovens de 15 anos fãs de músicas que comecem as suas histórias.

MarI/O aprende a jogar Mario

Ver um programa aprender jogar um clássico dos games é uma excelente demonstração do machine learning. O MarI/O é uma I.A. com um algoritmo evolucionário e um objetivo simples, passar de fase no Super Mario World.

Sem receber instruções do que fazer ou para onde ir, o MarI/O teve a missão de passar por uma fase de Super Mario World basicamente por tentativa e erro. O programa não sabia nada sobre o jogo, e nada sobre Super Nintendo, apenas quais comandos estavam disponíveis, mas foi capaz de aprender sozinho como completar a fase através do processo de evolução neural.

 

 

Inspirado na evolução biológica, cada tentativa do programa herda as informações das tentativas anteriores, evitando os erros já conhecidos, e transmite suas informações adiante. A próxima geração aperfeiçoa o programa e chega mais próximo do final. Cada geração do programa tem um nível de “fitness”, que mede o quão longe a tentativa chega e o quão rápido consegue, e somente as tentativas que produzissem os maiores níveis de “fitness” são selecionadas e passadas adiante.

 

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Frames do vídeo demostrativo

Criado por SethBling, levou 34 gerações para que o MarI/O finalizasse essa fase do Super Mario World. É interessante pensar que se o criador roda-se o programa novamente os resultados provavelmente seriam outros, encontrando um novo caminho para o final da fase. O algoritmo usado se chama NEAT, NeuroEvolution of Augmenting Topologies, que baseado em um paper de Kenneth O. Stanley e Risto Miikkulainen, que pode ser visto clicando aqui. SethBling também deixou disponível seu código para quem quisesse usá-lo e se você tiver interesse pode confira-lo aqui.

Uma rede neural com um algoritmo que aprende de maneira semelhante a evolução biológica, MarI/O é um simples, porém excelente experimento para demonstrar o funcionamento do machine learning e o potencial da inteligência artificial.

 


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Arte vinda do lixo.

 

 

Pra lá de consagrado e conhecido, mas sempre legal de ser revisto.

A perspectiva de Vik Muniz em suas obras de escala maior – numa época sem drones!

Transformação de lixo em arte – que o fez estudar durante 2 anos no maior lixo do mundo, trabalhando com catadores na transformando seus retratos em obras gigantescas compostas de materiais jogados fora.

O dinheiro arrecadado com a venda das obras foi dado para a associação de catadores local e a vida das pessoas que ajudaram Vik nessas obras –  mudou para sempre.

Vik reciclando vidas.

 

GROOVE BR

O Fino do Groove BR.

Reuni nesta playlist alguns sons que embalaram os bailes de  Funk soul e samba rock originários deste país tupiniquim. Uma leva de vibrações concatenadas para ouvir mexendo a pontinha dos pés.

 

A Arte de Leonid Afremov

Cheio de cores, luzes e reflexos, os quadros de Leonid Afremov absorvem os nossos olhos, permitindo contemplar cada detalhe da obra.

leonid afremov impressionista
Leonid Afremov

Nascido em 1955, em Vitebsk, na extinta União Soviética, atualmente Bielorrússia, se formou em 1978 como membro de elite na Escola de Artes de Vitebsk, escola fundada por Marc Chagall, uma das suas principais influências. Por causa da discriminação que sofria por sua herança judaica e por problemas com a radiação de Chernobyl, se mudou para Israel em 1990 junto a sua família onde ficaram até 2002. De Israel foi para os EUA e em 2010 decidiu fixar residência em Playa del Carmen, próximo de Cancún, no México, onde vive atualmente com sua família.

Leonid é um dos impressionistas modernos com maior reconhecimento nos tempos atuais. É reconhecido por sua técnica única, usando principalmente a espátula e tinta a óleo sobre tela, o que a torna inconfundível. Suas pinturas geralmente retratam alguma emoção ou alguma memória do artista. Leonid tenta mostrar algum sentimento para o espectador e não contar uma história ou mostrar sua perspectiva do mundo. Isso faz com que suas pinturas possam ser apreciadas por diferentes tipos de pessoas, independentemente da classe, etnia ou idade.

“Cada uma das minhas obras reflete meus sentimentos, sensibilidade, paixão e a música de minha alma. A verdadeira arte está viva e inspirada pela humanidade. Acredito que a arte nos ajuda a estar livres da agressão e da depressão. ”

Leonid Afremov.

Além disso, Leonid é um artista que promove a arte e suas pinturas. Ele divulga suas obras no Deviantart, e Facebook e no Instagram. Vende suas pinturas online a preços mais acessíveis no seu site. Também vende algumas aulas online e divulga seu processo de pintura no Youtube para os interessados em aprender seu estilo. Abaixo está um vídeo com o seu processo de trabalho.

Através de sua técnica e emoção Leonid Afremov nos prende nas suas obras cheias cores e vida. Seus quadros são convites para o olhar e a contemplação ao nos deparamos com eles. Abaixo há uma pequena seleção de suas obras para você conhecer um pouco mais.


Gostou desse post? Conheça mais sobre A Arte de Fazer Arte.


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Alley by The Lake
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City by The Lake
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Paris of My Dreams
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Night Cafe
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Cat Bridge
serenade_by_leonid_afremov_by_leonidafremov-d9vf71o
Serenade
old_cat_by_leonid_afremov_by_leonidafremov-d9osyzy
Old Cat
john_lee_hooker__decorative_interior_print_by_leonidafremov-davr5oz
John Lee Hooker
johnny_cash_by_leonid_afremov_by_leonidafremov-das929j
Johnny Cash
fondness_by_leonid_afremov_by_leonidafremov-daws50y
Fondness

“Disponível também em K-7”

Fazia diferença, quando o álbum existia nas duas versões – vinil e K-7.

Era só a questão de ter o tape portátil, o tape no carro, ou até mesmo o walkman – a vida com fitas nos permitiu a mobilidade em termos de som.

Na casa da minha avó, a sala de músicas tinha piso de tábua de madeira – quando os tios colocavam o disco para ouvir – nós, crianças  tínhamos que ficar sentados ouvindo — pois andar sobre aquele piso – podia fazer a vitrola “pular”.

Com o K7 isso obviamente não acontecia,  porém o som não era o dos mais puros.

Às vezes, era melhor ter o disco original e gravá-lo em uma fita virgem – do que comprar a fita original da gravadora.

Com o tempo, os tapes foram ganhando mais e mais espaço em nossas vidas – devido praticidade e de novo, a mobilidade.

Tocadores de fitas viravam duplo deck, facilitando a cópia de fita-pra-fita. E assim, foram anos de produção de playlists próprios.

Fitas virgens das mais variadas marcas e tempo de duração – fazia nossa coleção.

Nossas prateleiras tinham-nas armazenadas em ordem de gravação, numeradas, com as músicas descritas nas etiquetas a lápis – caso houvesse regravação. Quando a música era muito boa, mas muito boa mesmo – era gravada 2x na sequência, para ouvir repetidamente – sem precisar voltar.

O cheiro da fita, o barulho da fita rebominando, o problema que ela dava ao enroscar. Únicos.

VideoHits foi a minha primeira – aos 6-7 anos.

Verdadeiros, putzhits.

O BAXTER, NÃO ROBÔ

Máquinas e robôs na linha de produção de fábricas não são novidades nenhuma faz muito tempo. Mas porque então será que existe esse mito de que o avanço da tecnologia e inteligência artificial vão roubar o emprego das pessoas?

Voltemos um pouco no tempo, para o dia 15 de setembro de 2008, o dia que o Lemann Brothers quebou. A crise provocada pelo subprime do mercado imobiliário americano provocou um onda de desemprego no mundo inteiro que perdurou durante anos. Alguns países, quase 10 anos depois, ainda estão se recuperando plenamente dela.

Desemprego

O Brasil hoje também vive uma profunda crise que elevou drasticamente o número de desempregados em menos de 3 anos. A origem da crise é política-econômica, portanto, nada a ver com robôs ou o avanço da A.I. Para maiores detalhes, basta ler o jornal do dia.

Logo, fica fácil perceber que o desemprego tem muito mais a ver com mudanças bruscas na política e economia, do que com o lento avanço tecnológico. A tecnologia é capaz sim de substituir o Homem em inúmeras tarefas, inclusive com melhores resultados.

Apenas para dar um exemplos, umas das áreas de foco dessa crítica ao avanço tecnológico é a agricultura – área historicamente conhecida por condicões precárias de contratação de mão de obra. Para contornar esse problema, aos poucos a força de trabalho, foi sendo substituída pelas máquinas. Todo ano na Agrishow são apresentados sistemas inteligentes, integrados com a operação de máquinas, que além de concluir o trabalho de maneira mais rápida, economiza água e reduz a quantidade de uso de defensivo na produção de alimentos.

No video abaixo, Rodney Brooks fundados da Rethink Robotics, incrementa um pouco mais os dados a respeito dessa discussão e apresenta o BAXTER.

O BAXTER é tipo o Iphone dos robôs, de programação simples e quase intuitiva em relação aos grandes, complicado e perigisos antecessores.

Com baixo custo, se comparado aos demais robôs de linha de produção, o Baxter tem multiplas funções, não precisa de contrato de trabalho ou de descanço.

Se a ideia é desafiar a Inteligencia Artificial para uma partida de Black Jack, também já é possível. Conheça o seu oponente MOTOMAN.

Robôs serão cada vez mais uma realidade dentro de escritórios, principalmente para a execução de tarefas repetitivas e de grandes volumes. Quem sabe quem pode ser o seu próximo colega de trabalho?

Rendez-vous

Uma música eletrônica, que eletrizava.

Um sintetizador que acendia conforme pressionado.

Harpa a laser.

Imagens geométricas reproduzidas no ‘sofisticado’ movimento repetitivo de um gif, enquanto…

fogos de artifícios estouravam entre prédios espelhados que, com o reflexo, era o mapping dos anos 80.  \o/

O encontro com Jean Michel Jarre foi marcante na época.

Quem viu, sorriu!